O tempo parte e corre como o rio cavaleiro amado que não chora, que não grita encerrado no mutismo dos condenados
Preso eternamente na lembrança das coisas que não foram feitas O tempo parte e quebra como a bilha equilibrada na cabeça
Que não pensa, como fenda entreaberta na janela do Madeira Rio Madeira... rio Madeira...
O tempo parte e acaba com o rio e a lousa verde do mato, onde a febre seca as bocas, queimando galhos e troncos na louca dança das serpentes, das serpentes, das serpentes...
Compositores: Marlui Nobrega Miranda (UBC), Otavio Carlos Monteiro Afonso dos Santos (Otavio Afonso) (AMAR)Editor: Gege Edicoes Musicais Ltda (UBC)Administração: Sony Music Publishing (UBC)ECAD verificado obra #1254825 em 08/Abr/2024